Boa Vista (RR)

Antes de começar a ler, uma informação: esse texto é sobre a capital, Boa Vista. Se quiser saber sobre o monte Roraima, escolha abaixo:

Dicas para o trekking no Monte Roraima

Como chegar a Santa Elena

Monte Roraima: o passeio detalhado e com fotos

Crônica completa da aventura de subir o Monte

Boa Vista é mais um caso de capital em que, com boa vontade, você leva dois dias pra conhecer tudo o que de turístico ela oferece (sem boa vontade, em um dia você vê tudo). A maioria das pessoas a usa como rota para chegar ao já mencionado Monte Roraima, Isla Magarita (esq), na Venezuela (as empresas de turismo também fazem excursões para lá) e para Santa Elena de Uairén (dir), na fronteira, para comprar de tudo e mais um pouco bem mais barato do que no Brasil (você também passa por ela para ir ao Monte Roraima). “Mas não pega nada você ir muambar na Venezuela?” você me pergunta com os olhos já brilhando. O garimpo ilegal é um problema sério por essas bandas, e é duramente repreendido. Se você não tiver pretensão de garimpar, e nem carregar pás e picaretas no seu carro, tudo bem, pode ir pra Santa Elena trazer muamba à vontade, os tiras não prestarão atenção em você.

Isla Marguerita Santa Elena

Voltando à capital de Roraima: fazer turismo em Boa Vista tem uma vantagem.  A cidade foi planejada de forma que todas as suas largas avenidas desemboquem no Centro Cívico, que é onde estão 90%  dos pontos de interesse. Ou seja, não importa onde seu hotel esteja, é fácil chegar até ali.

O Monumento do Garimpeiro é um dos símbolos mais conhecidos de Boa Vista, sua marca registrada. Sabe quando querem representar São Paulo e põem o MASP? Ou quando referem-se a Brasília e ilustram com o Congresso Nacional? Pois bem, o cara aí embaixo é a mesma coisa quando se refere a Boa Vista. (normalmente está sem as bandeirinhas, é que eu fui na época de festa junina).

Monumento ao Garimpeiro

 

Junto ao Monumento, está o Portal do Milênio e a Praça das Águas.

Portal do Milênio Praça das Águas

A  Igreja Matriz também tá ali perto. E dizer o que? É uma igreja, ponto.

Igreja Matriz

Não deixe de tirar uma foto no monumento em homenagem aos colonizadores de Roraima.

Colonizadores de Roraima

E aí chegamos no lugar onde provavelmente você vai gastar mais tempo: a Orla Taumanan. Totalmente revitalizada, é um lugar deveras aprazível para sentar, tomar uma cerveja, comer um negocinho e fazer nada, só ficar olhando o Rio Branco correr seu rumo. Porque uma das funções de viajar é descansar e desligar de tudo, certo? Pronto, taí o lugar.

Orla Taumanan 1  Orla Taumanan 2

Os outros 10% de pontos interessantes que não estão no Centro Cívico respondem pelo nome de Igarapé Água Boa. Um lugar bem maneiro pra tomar um banhozinho de rio, que você chega de barco rapidinho (ou por rodovia, dizem, mas eu fui de barco). E, com o calor que faz lá, como negar um banho de rio?

Igarapé

“Pronto? Acabou? É só isso?”, você me pergunta. “Sim, até onde eu sei e visitei, só”, respondo eu. Provavelmente deve haver mais uma coisa ou outra, mas nada que mude muito o meu prognóstico de “você faz a cidade em um dia. Com  o vontade, em dois”. Ajudaria muito se o Centro de Informações Turísticas que tem perto da Orla Taumanan estivesse aberto. Mas nos três dias (sim, eu fiquei três dias, além do necessário) que eu estive lá, ela não abriu.

Informações Turísticas

E, pra fechar, uma última curiosidade. Sempre ouvi um papo de que quem não mora em Roraima não sabe pronunciar corretamente o nome do estado. Nós falaríamos “Rorãima” com o “a” fechado, como se tivesse til, quando na verdade seria “Roráima”, com “a” aberto, como se tivesse um acento agudo. Balela. O nome vem de alguma língua indígena que eu não lembro qual é, e o certo não seria nem “Rorãima” nem “Roráima”. Ou seja, como os dois tecnicamente estão errados, aceitam-se as duas formas como ok.

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