Brasília (DF)

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Acredite ou não, Brasília é um lugar bacana pra se visitar. Primeiro, porque (quase) tudo o que você vai ver lá tem a mão de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, seus criadores. Imagina dar carta branca pra dois gênios um terreno enorme com um “criem aí uma cidade, com o que quiserem”. Toda ela é de uma beleza única, mesmo para você que não é arquiteto (imagino então o êxtase para quem é). Não à toa, é a única cidade moderna que recebeu da UNESCO o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. O resultado? Você vai ter um porrilhão de lugar pra tirar foto.

Segundo, porque tudo aquilo que você aprendeu nos livros de Educação Moral e Cívica e OSPB do ginásio, e não lembrava nem ferrando, é explicado tudo de novo (agora numa idade em que você realmente tá interessado). Ah, você ainda não está interessado em política, tripartição dos poderes e tudo o mais? Bom, você acaba de perder metade da motivação pra visitar Brasília. Mesmo assim dê um pulinho num final de semana, a caminho de algum outro lugar do Brasil.  maioria dos voos fazem conexão lá, que que custa?

Para você que ainda está disposto, ou disposta, a vir, um conselho: as coisas parecem próximas, mas não se engane. “Dá pra ver a Catedral daqui, vamos andando” eu pensei uma hora. Quase morri por andar quilômetros debaixo daquele sol escaldante e ar seco (quase dá pra entender o fato dos nossos políticos eleitos, que têm de vestir terno e gravata, não ficarem na capital federal. Não fosse o fato de eles terem se candidatado a nos representar, sem ninguém obrigar, eu os perdoaria). Por ser plana, você consegue ver basicamente tudo ao longe,  tem a impressão que “está logo ali”.

Do aeroporto tem um serviço de ônibus, um pouco mais caro que os comuns da cidade, que passa por todos os principais pontos turísticos, faz todo o percurso do “avião” (aposto que você já sabia, mas não custa lembrar: o plano piloto de Brasília parece um avião, daí ter os nomes de asa norte e asa sul) e volta para o aeroporto. Bem mais barato que o táxi, te deixa basicamente em qualquer hotel que você tenha reservado ou qualquer passeio que queira ir.

Uma boa ideia é começar pela Torre de TV. Bem no cento da cidade, você tem uma vista panorâmica de tudo. Repare que não há esquinas.

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No pé da torre, aos fins de semana, rola uma feirinha de artesanato e você pode comer vários pratos típicos, de diferentes partes do Brasil.

Dali, vá para o motivo de Brasília existir: a Praça dos Três Poderes, com o Congresso Nacional (poder legislativo), o Palácio do Planalto (poder executivo) e o Palácio da Justiça (poder Judiciário).

Mas, no caminho, dê uma passada na  Catedral Metropolitana, um dos trocentos símbolos icônicos da cidade. Informação para quando o silêncio domina a mesa de bar: os 16 pilares da Catedral representam os espinhos da coroa de Cristo.

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Voltando á Praça dos Três Poderes, a sessão de fotos obrigatória “eu-vim-pra-Brasilia”:

Os Calangos e o Palácio do Alvorada (residência do Presidente).

Calangos Brasilia-Palacio-do-Alvorada

Congresso Nacional. Aproveite para fazer a visita guiada à Câmara dos Deputados e ao Senado. No fim de semana não tem sessão (mal tem nos dias de semana, pra ser sincero) e dá pra você sentar na cadeira dos senadores. E mande uns postais pras poucas pessoas de quem você ainda lembra de cor o endereço às expensas do Congresso (ou seja, cê tá pagando, aproveita).

Congresso Nacional Congresso_Senado

Palácio do Planalto e o Palácio da Justiça

Palácio_do_Planalto Palácio da Justiça

Não cheguei a entrar no Palácio do Itamaraty, a sede do Ministério das Relações Exteriores, mas não se pode negar que a arquitetura do Palácio dos Arcos é muito legal. A escultura na frente, sobre a água, representa os cinco continentes (não que seja relevante, mais uma informação aleatória para a mesa do bar).

PalacioItamaraty

E tem o Memorial Juscelino Kubitscheck, erguido para homenagear o cara que idealizou tudo aquilo ali, cujos restos mortais estão depositados na Câmara Mortuária. Bom pra passear por uma parte bem relevante da história do Brasil.

Memorial JK1 Memorial JK2

Com projeto de Lúcio Costa (como quase tudo na cidade) e paisagismo de Burle Marx, o Parque da Cidade Sarah Kubitscheck é o Parque Ibirapuera do DF, o Parque Barigui brasiliense, onde a galera  vai caminhar, andar de bicicleta e bater bola. Se estiver algum dia de bobeira, é uma opção pra passear.

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O Pontão do Lago Sul é pra ser visitado no fim de tarde, para fazer o passeio de barco pelo Lago Paranoá até a Ponte JK, e à noite, para aproveitar os restaurantes e bares, que ficam lotados de gente. O por do sol você pode ver tanto dos bares quanto do passeio de barco. A vantagem é que no passeio de barco você vai chegar perto da Ponte JK e vai descobrir que os arcos que a cruzam simbolizam uma pedra quicando na água (quem nunca brincou disso? Palmas pro cara que pensou nisso).

Ponte JK passeio_paranoa

Pontão a noite Bar Pontão

Se não fizer o passeio de barco, aproveite o fim do dia pra dar um pulo na Ermida Dom Bosco, a construção (projetada por Niemeyer, lógico) que tem a fama de ter sido a primeira erguida em Brasília e com o dito pôr do sol mais bonito da cidade.

Ermida Ermida Dom Bosco_por_sol

Uma surpresa foi a Chapada Imperial, que eu nunca tinha ouvido falar e foi a dica de uma amiga de lá. É uma reserva ecológica particular (por isso é obviamente paga), que nem parece que você está na plana e tórrida e cheia-de-concreto Brasília. Tem várias trilhas e  cachoeiras e, dizem, você pode até ver uns bichos típicos do cerrado, como o tamanduá-bandeira (o Muro da Liberdade marca a fronteira onde os animais não estão mais em cativeiro). Eu obviamente não vi nada, mas valeu pela surpresa de achar cachoeira em Brasília. E, se você quiser, tem infra pra acampar e explorar mais o local.

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Ah, e se tiver um jogo de futebol rolando quando você estiver lá, visite o Estádio Mané Garrincha, feito especialmente para a Copa. Ver como enterraram 1 bilhão (sim, 1 bilhão!) do nosso dinheiro num elefante branco (muito bonito, é verdade) em uma cidade que não tem times de futebol expressivos pode te ajudar a, nas próximas eleições, pensar melhor em quem botar na cidade.

Mané Garrincha Mané Garrincha campo

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