Caverna Aroe-Jari

Se você tiver um só dia pela Chapada dos Guimarães, o passeio é este.

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Precisa de guia (então nem vou explicar como faz pra chegar, ué, o guia vai te falar) e você ainda paga R$35 porque fica em uma propriedade privada. No caminho, dependendo da época que você for (eu fui no fim de setembro), você pode ver a colheita do algodão nas lavouras à beira da estrada. Pra um cara urbano que nem eu, foi uma surpresa ver que a máquina vai passando e “cuspindo” essas bolotas.

Colheita Algodão

São umas duas horas de caminhada pelo cerrado (muito provavelmente debaixo de sol. Então vai de bonezinho ou no mínimo passa um protetor solar) até chegar à caverna, cujo nome significa “Morada das almas, na língua dos índios locais. Dizem que ali os índios lavavam seus mortos e conversavam com os espíritos. É a maior caverna de arenito do Brasil. “Mas e daí?”, pergunta você. E daí, respondo eu, que visitar algo que é “maior do Brasil” em alguma coisa gera sempre uma satisfação interior de “eu estive lá e vi”, além do que o fato de ser de arenito é relevante, como você vai entender no próximo parágrafo.

Aroe Jari 2 Aroe Jari 1

Andando mais meia hora, você chega na fabulosa Gruta da Lagoa Azul. Nome autoexplicativo, a água é azulzinha, azulzinha. E é aí que o fato do granito torna-se relevante. É ele que dá essa coloração impressionante à agua.  Pena não poder nadar (por ser lindo e por você ter andado tanto, seria um tchibum ideal). Mas calma que ainda vai ter banho de cachoeira.

Lagoa Azul 2 Lagoa Azul

E dá-lhe mais caminhada, você chega a enorme Caverna Kyogo Brado.

Caverna Kyogo Brado 1 Caverna Kyogo Brado 2

Pronto, fim dessa parte do passeio. Na volta pra Fazenda, pega uma carona no trator. Rola um almoço e ainda dá tempo de pegar, enfim!, uma cachoeira, a Cachoeira do Relógio.

Na volta pra cidade, há uma parada no que eles chamam de Mirante do Centro Geodésico da América do Sul. O Centro Geodésico, como você já deve ter lido aqui no texto sobre Cuiabá, fica na lá no centro de Cuiabá. Mas, dependendo de quão limpo o céu estiver no dia, você consegue ver Cuiabá, a Chapada e até, dizem, o Pantanal. Para mim não funcionou. Primeiro porque estava cheio de nuvens. Segundo porque, mesmo que estivesse limpíssimo, duvido que minha visão chegasse tão longe.

Mirante Centro Geodésico
Em tempo: essa parada é bacana pra ver o pôr do sol e, como você já pagou o passeio, tudo bem. Mas há um mirante MUITO mais legal pra ir, e que não precisa de guia para acompanhar: o Mirante Alto do Céu.

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