Cidade do México (MEX)

A Cidade do México é sensacional. Sim, é caótica, poluída, confusa, cheia de gente, perigosa, a típica megalópole. Mas também é incrível, festiva, colorida, multicultural, com atrações turística de tudo o quanto é tipo, para todos os gostos. Uma típica megalópole.

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Poderia ficar mais do que os 4 dias que passei lá que ainda teria o que ver.  Abaixo, os lugares que visitei, na ordem – estritamente pessoal – daquilo que considero os mais imperdíveis (ou “preciso ver de qualquer jeito) para os menos imperdíveis (ou “se não tiver muitos dias, sofrerei menos se perder”).

IMPORTANTE: tome cuidado redobrado, triplicado, no metrô. Baratíssimo e com uma dezena de linhas e centenas de estações, parece o meio de transporte perfeito. A desvantagem são os inúmeros batedores de carteira que circulam por ele. Carregue celular e dinheiro naquelas pochetes internas e segure firme todos os seus pertences principalmente na hora do rush, quando a aglomeração facilita os furtos. O malandrão aqui pensou “mas eu sou de São Paulo, estou acostumado com a malandragens e tals”. Resultado? Carteira e celular roubados NO PRIMEIRO DIA de viagem. Então fica a dica mais importante. Agora sim, aos passeios:

Primeiro lugar a se ir, óbvio, é Teotihuacan (aliás, demorei vários dias até conseguir lembrar e pronunciar esse nome)..

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Se você foi à Cidade do México e não visitou as pirâmides do Sol – que na verdade se cogita ser em homenagem ao Deus da Água – (acima) e da Lua (abaixo), você foi apenas para mais uma cidade grande como tantas outras, não foi para a Cidade do México.

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Dá para ir com pacote que inúmeras operadoras espalhadas pela cidade oferecem, ou dá para economizar um troco e fazer por conta própria.  Basta pegar o metrô (MX$ 5) e ir até a Estação Autobuses Del Norte da Linha 5. Na rodoviária, comprar a passagem para “Pirâmides” no guichê da pequena empresa Teotihuacan (MX$ 46 ida). Eles saem a partir das 6 da manhã e você leva em torno de meia hora para chegar lá – basta pedir para o motorista avisar.

O parque – mais especificamente o Portão 1 – abre a partir das 7h da manhã (mesmo que toda a informação oficial diga o contrário) e custa MX$65. Chegue o mais cedo possível para a) apreciar tudo sem a multidão e, mais incrível, b) pegar o nascer do sol. Se você for mais tarde, vai topar com uma multidão e filas para subir e descer da Pirâmide do Sol (esq). A única vantagem de ir mais tarde é assistir as apresentações de danças e rituais típicos que são encenados (dir).

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Na volta é só pegar o ônibus em frente ao portão 3 com destino à estação Índios Verdes. Simples e você consegue fazer em meio dia. Dá pra fazer uma visita ainda mais bacana se você reservar seu lugar numa visita guiada gratuita, no mínimo 15 antes mandando um email para teotihuacanvisitasguiadas@inah.gob.mx .

E não que esteja no topo da minha lista de lugares que você deva ver de qualquer forma, é só mais pela proximidade mesmo (já que dá pra emendar a visita na volta de Teotihuacan) é o enorme Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, o segundo templo católico mais visitado do mundo (só perde para a Basílica de São Pedro).

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Outro passeio imprescindível é o Museu de Antropologia. Se for de metrô é só descer na estação Auditório da linha 7  ou na estação Chapultepec da linha 1 e atravessar o parque Chapultepec.  

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São apenas MX$65 para um passeio incrível. Simplesmente tudo de todos os povos mesoamericanos está lá. Se você curte, reserve ao menos umas 3 horas para olhar tudo com calma.

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O créme de la créme está no fundo: a exposição sobre o povo Mexica e a magnífica Pedra do Sol (dir).

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Tem uma coisa que eu vi ao vivo e achei fantástico e defendo que todo mundo que vá ao México também veja (mas que, claro, um monte de gente não concorda e não compartilha do meu entusiasmo): a Luta Livre Mexicana.

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É fake, todo mundo sabe disso. Mas a torcida vibra e canta e aplaude e torce do mesmo jeito. E cada lutador tem sua personalidade, faz todo um mise-en-scene. É um divertidíssimo baile de máscaras e fantasias com balé coreografado com movimentos de ginástica artística com enredo de novelão mexicano, com os bons – que lutam limpo – e os maus – que apelam e jogam sujo. Como não amar uma salada dessas?

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As lutas acontecem em dois ginásios distintos, em dias diferentes da semana. Fui na Arena México, próxima à estação Cuautemóc da linha 1. O preço varia, mas normalmente por MX$ 250 você consegue um bom lugar. Horários e datas, aqui: http://cmll.com/. Em tempo: câmeras fotográficas são proibidas, mas celulares (que têm câmera) são permitidos. Vai entender.

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Outro lugar no mínimo curioso é Xochimilco, com seus canais à la Veneza. É meio longe do centro, bem no sul da cidade, e o táxi vai consumir uma bela grana. Se tiver mais tempo e menos dinheiro (e mais paciência e coragem de encarar uma longa viagem de metrô e trem), basta ir até o final da linha 2, estação Taxqueña, e dali tomar o trem ligeiro até Xochimilco (leva uma hora, mais ou menos). 

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Famílias e grupos de amigos e casais, mexicanos ou turistas, alugam esses barquinhos de madeira por hora para ficar batendo papo e bebendo enquanto flanam pelos canais. Barquinhos passam vendendo comida, bebida e alguns trazem inclusive grupos de mariachis, que emparelham com o seu e tocam músicas para deleite geral.

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É em Xochimilco que está a famosa e macabra Isla Muneca, com centenas de bonecas decrépitas amarradas às árvores. O único problema é que são quatro horas de passeio (2 para ir, 2 para voltar) até lá e, se você estiver sozinho como eu, o valor do aluguel do barquinho fica proibitivo. Então tive que me contentar em passar em frente a uma reprodução da ilha, que fica no canal principal.

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O Zócalo é a Praça central da cidade, cercada de prédios históricos (e que estava sendo decorada para a festa de independência do México, 15 de setembro).

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Ali estão Palácio Nacional, com os famosos murais do Diego Rivera que contam toda a história do México.

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E a Catedral Metropolitana, cuja construção demorou 200 anos.

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Na Torre Latinoamericana, após pagar MX$ 65, você sobe até o topo do edifício para ter uma panorâmica 360 graus da cidade.

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O Museu de Belas Artes é lindão e, para quem gosta de artes é um prato cheio. Tem visitas guiadas pagas e gratuitas (as gratuitas, claro, são acompanhadas por uma multidão). Há outro mural do Diego Rivera e de vários outros artistas (ao amenos para mim) menos conhecidos, mas tão bonitos quanto.

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O Estádio Azteca fica no caminho para Xochimilco (e dá para fazer uma parada caso esteja indo de trem ligeiro). Para apaixonados por futebol e Copas do Mundo, esse templo é obrigatório – já que foi o palco do tricampeonato brasileiro de 1970 e do gol “Mano de Dios” e daquele que é considerado o gol mais bonito de todas as Copas, ambos de Maradona. A visita guiada, que passa pela sala de imprensa e vestiários e sobe ao gramado, custa MX$ 105 e dura cerca de 1h.

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A famosa Casa Azul onde viveram Frida Khalo e Diego Rivera, e hoje é um museu com a vida e obra de ambos, fica próxima à estação Coyacan da Linha 3 (você tem que bater um bocado à pé, caso resolva ir de metrô).

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E, já que está ali perto, dê um pulo no Mercado Coyacan para comer um prato típico com aquele preço e porção generosa que só os mercados municipais oferecem.

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Por último, mas não menos interessante, é a Praça Garibaldi, um aglomerado de bares que fervem (principalmente à noite) e onde se concentram dezenas e dezenas de mariachis, que a cada cinco minutos aparecem na sua mesa oferecendo seus serviços. Peça uma michelada (bebida típica em que a cerveja é misturada com limão, sal, pimenta e outros temperos) e curta.

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Ali também está o Museu da Tequila, que serve apenas se você tiver muita curiosidade sobre a bebida. Como álcool sempre me interessa, eu visitei. Mas creio que não seja assim TÃO atrativo (um passeio por uma fábrica de mezcal em Oaxaca é muito mais bacana).

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Há ainda o Museu do Caracol no parque Chapultepec, que eu quis emendar com a visita ao Museu de Antropologia, mas que fica aberto só até as 17h, com entrada permitida até 16h. Cheguei depois disso e não entrei.  E não consegui visitar o Museu Soumaya que dizem ser deveras interessante.

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E, por último, mas não menos peculiar e curioso – como só o México sabe ser – há o culto à Santa Muerte (proibido pelas autoridades por associação com criminosos, dizem). Trombei com esse altar de devoção enquanto caminhava pela cidade (com oração e tudo).

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Mais do México:

Oaxaca: a capital do mezcal (e com outras coisas mais)

San Cristóbal de Las Casas: o charme de uma cidade colonial (tipo Paraty), mas com o estilo mexicano de ser.

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