Curaçao

Guia rápido para visitar Curaçao

Visto? Não. Só passaporte.
Vacina contra febre amarela? Não.
Moeda: florin de curaçao. Mas não se preocupe com isso. Dólar funciona muito bem pra tudo.
Clima: quente o ano todo. Afinal, é Caribe, não? E não, não rola furacão, pode ficar sossegado.
Povo: não são os mais simpáticos que já vi na vida, mas tampouco foram rudes ou mal educados. E não são poucos os nativos, principalmente os mais jovens e que lidam diretamente com turista, que ficam naquelas de falar gracinha toda e qualquer mulher que aparece, mesmo com você acompanhando. Vai que alguma cai, né?
Destaque: as praias, claro. Qualquer uma tem aquele mar azul turquesa de sonho.
Programas: praias, praias e mais praias, com Kenepa em primeiríssimo lugar no ranking. Ah, tem mergulho com golfinhos
Quantos dias? Três dias é suficiente para você ver o principal, mas – principalmente se você não está passando por Curaçao numa viagem junto com mais ilhas no Caribe – uma semana não é exagero. Ou você enjoa de fazer nada contemplando mar paradisíaco?


Introdução

Curaçao, junto com Bonaire e Aruba, são parte do Caribe Holandês, as “Ilhas ABC”. Além da colonização holandesa, têm em comum a língua local, o papiamentu, uma mistura de dialetos africanos com espanhol e português (bom dia e boa noite, por exemplo são exatamente iguais em papiamentu e português).  Curaçao foi descoberta por um espanhol da esquadra de Colombo em 1499. Portugueses também estiveram por ali mas reza a lenda que nem espanhóis nem portugueses se interessaram muito pois a ilha não dispunha de tesouros de lucro imediato, como ouro, por exemplo. Os holandeses, entretanto, perceberam a posição estratégica para comércio e falaram “opa, dá aqui pra mim” e ocuparam a ilha.

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Como Chegar

Não há voos diretos de São Paulo. A Avianca voa via Colômbia e a TAM faz escala em Miami (ou seja, você precisa ter um visto válido pros EUA). De Georgetown, na Guiana, e de vários pontos do Caribe, como Aruba e Trinidad e Tobago, por exemplo, tem voo direto.

Mais: conheça Georgetown e os atrativos da Guiana

O que fazer

Antes de mais nada: precisa de carro? Bom precisar até não precisa, você consegue chegar a todas as principais praias na combinação ônibus + caminhada. Mas, cá entre nós, lugar um carro ajuda para caralho, uma vez que você faz o seu itinerário e consegue chegar nas praias mais cobiçadas bem cedo para garantir sua sombra.

Se você não ficar em um resort específico (praticamente toda praia tem o seu), você provavelmente ficará na capital Willemstead.

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O canal Rainha Elisabeth, com ponte móvel que abre para os navios de cruzeiro passar, divide os bairros Otrobanda (centro) de Punda (centro histórico).

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À margem do canal que estão as casinhas coloridas que são talvez a principal imagem de Curaçao. Gaste um fim de tarde e começo de noite ali, vendo o pôr do sol e tomando uma cerveja no Iguana Café. E no centro histórico estão também aqueles letreiros-gigantes-pra-turista-tirar-foto, com o nome do país e uma expressão local muito repetida que representa quão doce é a vida em Curaçao e que quer dizer “doce”.

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Explore o centro histórico sem dó e vai ter o prazer de encontrar ótimos restaurantes (que eu não indico aqui simplesmente porque esqueci o nome). Tem aquelas estátuas de líderes importantes e um mercado flutuante, onde os próprios barcos dos pescadores são as barracas.

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As Praias

Tem outro passeio que não as praias? Tem. Tem fortes, tem farol, tem trilhas ecológicas, tem jeep tour. Não fiz nenhum, afinal estamos no Caribe e meu negócio é ver praia azul turquesa. Se eu tivesse mais tempo, quem sabe procuraria. Todas as praias lindas e visitáveis ficam no mesmo lado da ilha, aquele virado para o continente. Então não tem muito mistério chegar: partindo do centro é só pegar a mesma estrada – até que bem asfaltada, por sinal –  e ir visitando, uma depois da outra.  Pegue um mapa igual a esse (no centro de informações turísticas, no aeroporto, no hotel… tem em todo lugar) e pronto, você não se perde.

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Em se tratando de praia, nenhuma bate Kenepa Grandi. É, de longe, a mais impressionante. E a entrada é gratuita, você só paga se alugar cadeira ou espreguiçadeira de praia. Chegue cedo para garantir a melhor sombra, porque lota de gente. Está bem sinalizada, não tem erro.

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Pertinho dela, a Kenepa “pequena”. Menor em extensão, mas tão bela quanto, vale como opção se a irmã maior já estiver cheia.

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Um pouco mais para cima fica a Playa Forti, no extremo oeste da ilha (Westpunt). Lá tem um restaurante de cujo penhasco dá para pular no mar.

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Mas essas duas são as mais bacanas, então é legal começando nas que são lindas e depois passar às fantásticas (Kenepa e Forti).

Cas Abou

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Port Marie (onde, dizem, ser um dos melhores pontos de mergulho da ilha).

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Playa Lagun

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Daaibooi

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A Blue Bay fica num resort.

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Entre essas praias todas há inúmeros locais onde você consegue avistar flamingos, principalmente no começo do dia e ao cair da tarde, quando eles vão banquetear-se com os caranguejos vermelhos. O pigmento dos crustáceos, inclusive, é o responsável pela coloração rosada das aves. Então, se você avistar um branquinho destoando (e você vai ver algum), já sabe: é apenas um jovem flamingo, um garotinho, que ainda não comeu caranguejo suficiente.

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Falando em resort com todo o conforto e mordomia à disposição, tem aquelas que são mais próximas a Punda. Claro que você paga para entrar, paga pra ter cadeira, etc. Mas são lindas, com puta infraestrutura e ótimos restaurantes, por que, não?

Jan Thiel

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Mambo Beach

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Do lado da Mambo Beach, inclusive, fica a Sea Aquarium Beach, onde você consegue nadar com golfinhos, uma experiência indescritível (que eu não fiz na ilha porque o dinheiro estava no fim, infelizmente).

Klein Curaçao (ou pequena Curaçao) é um bônus. Você fica o dia inteiro no passeio, então dependendo de quanto tempo você tem na ilha, pode ser que não consiga fazer, mas que vale muito a pena. Acho que se sua estadia for de quatro dias, não dá pra perder. Pouco mais de duas horas de escuna, normalmente com tudo incluso – café da manhã, almoço e bebidas, e  você tem uma ilha desabitada com uma enorme faixa de areia branca e água azul turquesa para explorar. Não esqueça de levar protetor e guarda-sol, já que não há infraestrutura (algumas cabanas de palha e poucas outras oportunidades de sombra). O snorkel é sensacional.

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Mas, como se isso não fosse atrativo suficiente, ainda há dois bônus: as ruínas do farol abandonado e a carcaça de um navio.

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E eu fiz mergulho? Fiz. Recomenda? Olha, mergulho é sempre bom, mas muita coisa você vê mesmo de snorkel. Não precisa necessariamente de cilindro. Mas o bom é que, se você nunca mergulhou, dá pra sair andando da praia e não precisa de curso para mergulhar em Curaçao.

 

Carnaval lá é coisa séria. Tão séria que, quase um mês antes dos desfiles, e enquanto os “camarotes vips” ainda estão sendo montados nas ruas, galera já larga as cadeiras nas calçadas para garantir o seu lugar.

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Pra finalizar, quer outra vantagem de fazer essa viagem, além da inveja extrema que causará a todos os conhecidos? Todo presente que você traz pros familiares, mesmo a mais singela lembrancinha, você pode dizer “é simples, mas é de Curaçao”. (sim, eu sei, foi horrível, mas veja o lado bom: o texto acabou).

Mais: falando em Caribe, conheça Trinidad e Tobago

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