Fernando de Noronha (PE)

Fernando de Noronha é tido como um dos lugares mais bonitos do Brasil, se não o mais. Se você curte praias de águas verdes/azuis/transparentes, areia branquinha, sol, golfinhos, tartarugas, peixes e mais peixes multicoloridos (e quem não curte?) então vai ter certeza de que sim, a fama é merecidíssima. O único problema é o preço: hospedagem, alimentação, passeios, tudo é muito caro (a gasolina por exemplo fica acima de impressionantes 5 reais o litro no único posto da ilha). Portanto, é uma viagem que deve ser muito bem planejada e muito dinheiro guardado. E aqui vai aqui a primeira dica: já que vai inevitavelmente torrar os tubos, arrume-se para ficar lá ao menos uma semana. Há coisa nova e fantástica para ver todos os dias e ficar menos que isso com certeza você vai perder algo.

Antes de ir, duas providências importantes: 1) você precisa pagar uma taxa de visitação que varia de acordo com a quantidade de dias que vai ficar na ilha (tem no site de Pernambuco, sai mais ou menos R$ 55 por dia) e fazê-lo antecipadamente agiliza a sua saída do aeroporto – já que rola um controle rígido de imigração – e 2) pague a taxa do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (de uns R$ 85 válido para 10 dias. Tem no site do ICMBio). Essa taxa não é obrigatória, mas sem pagar você não pode visitar em torno de  2/3 da ilha que fazem parte do Parque, e onde estão os principais pontos turísticos.

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Gol a Azul fazem voos regulares a partir de Recife e Natal e às vezes fica mais barato comprar passagens diferentes e passar um dia ou dois em alguma dessas cidades (que também tem muito a oferecer) antes de ir pra Fernando de Noronha.

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Para escolher sua pousada, tenha em mente que quase todas são casa de nativos que passaram por um “tapinha” para oferecer acomodações, então serão bem simples. E que localização não é algo tão decisivo para você escolher a pousada. A maioria dos restaurantes e do comércio, e a vida noturna, ficam na Vila dos Remédios, mas se você achar uma pousada mais em conta na Vila do Trinta ou na Vila do Boldró (onde fica a sede do Tamar), não se preocupe em ficar nelas, você consegue bater a pé de uma pra outra numa boa. Eu fiquei na Vila do Trinta,  Pousada Miragem, principalmente por conta da vista do quarto (abaixo) e em menos de 15 minutos andando, estava na Vila dos Remédios.

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Aliás, para comer você provavelmente não gastará menos de R$ 100 na refeição para duas pessoas. Há lugares que você gasta ainda mais, como o charmoso Varanda, na Vila do Trinta e o Mergulhão (esq.), com uma vista sensacional do Portinho. Na Vila dos Remédios, não deixe de experimentar a lasanha de peixe do Restaurante da Edilma (dir.). Há também o famoso Festival Gastronômico do Restaurante do Zé Maria (quartas e sábados), que você tem que reservar com vários dias de antecedência, ou corre o risco de, como eu, não conseguir experimentar. Importante ressaltar que a maioria dos pratos oferecidos em qualquer restaurante da ilha serve duas pessoas tranquilamente.

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E  o que fazer?, você deve se perguntar. Primeiro, tem o Ilhatur, um passeio de 100 e poucos reais em que você passa o dia inteiro e visita de uma sentada toda as praias da ilha. Vale a pena? Tem gente que acha que sim, conhece tudo de uma vez para depois voltar nas que mais gostou. Ricardo Freire, a referência brazuca em dicas turísticas, no seu Blog Viaje na Viagem afirma categoricamente que não. Eu digo que depende. Não recomendo ficar na ilha menos do que uma semana, mas se for o seu caso, então o Ilhatur vale, pois você vê todas as praias da ilha, mesmo que rapidamente. Ou se você curtir aquele estilo de viagem de excursão, com ônibus com guia explicando tudo o que você vê, natureza, história e curiosidades. Se você tem mais tempo, não vale a pena. Arrume mais três pessoas, junte  os 100 reais de cada um e alugue um buggy (R$ 180 a diária) por dois dias. Pronto, você conhece tudo do mesmo jeito e no seu tempo, sem correria. Mas, se você for mais pão-duro, dá tranquilamente para fazer tudo e ir a todo lugar usando a única linha de ônibus existente, pagando apenas R$ 3 a passagem. Como a ilha toda é cortada apenas por uma BR de mais ou menos 5 ou 6 km de extensão, do Portinho ao Sueste, o ônibus demora meia hora no máximo para ir e voltar. Ou seja, sempre tem ônibus passando.

E agora chega de lenga-lenga, rejubile-se com as paisagens que só Fernando de Noronha pode te proporcionar. Clique aqui ou na imagem abaixo (a praia mais bonita do mundo, diga-se de passagem) e delicie-se.

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Como se a natureza de Fernando de Noronha não fosse suficiente, há uma faceta da ilha ainda mais magnífica e impressionante: a vida marinha. Mesmo se você não suportar a ideia de meter um cilindro nas contas e explorar o fundo do oceano, em todas as praias com um simples conjunto de snorkel-máscara-nadadeira, você vê um festival de peixes coloridos, raias, tartarugas e, se tiver sorte, moreias e até tubarõezinhos (e pode ficar tranquilo, os tubarões não estão nem aí pra você). Clique aqui ou na imagem abaixo e descubra a os encantos da Noronha subaquática.

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