Manaus (AM)

É, a selva amazônica é o maior chamariz para você ir até a capital do Amazonas. Mas ela é só uma das tantas coisas legais que há para ver em Manaus (e arredores).

Mais: impressione-se com o imperdível Festival de Parintins! Veja como chegar, saindo de Manaus.

Há várias empresas turísticas que fazem passeios pela floresta. Se você for duro como eu e não tiver dinheiro para se hospedar em um dos resorts mega caros no meio da floresta, dá pra pegar um pacote de dois dias e passar uma noite em um hotel flutuante, o que já dá muito bem para matar a vontade de programa rústico e contato total com a natureza. Tudo começa no porto flutuante de Manaus, onde você pega o barco.  Primeiro você vê o famoso encontro das águas do Rio Negro, de água preta e um pouco mais quente,  com o Rio Solimões, de água barrenta e mais frio, antes de se transformarem no Rio Amazonas. Durante um trecho de seis quilômetros, os dois rios ficam lado a lado sem se misturar, devido às diferentes densidades e velocidades das suas águas.

Encontro das Águas Encontro das Águas

Aí o barco sobe o Rio Negro e você entra em igarapés  para ver mais da vegetação amazônica, especialmente a vitória-régia.

manaus5

Chegando no hotel flutuante você pode nadar nas águas do rio e faz uma caminhada pela selva. Meu maior desgosto foi não ter conseguido pegar nenhum bicho-preguiça no colo. Antes de escurecer você volta para o hotel, que obviamente não tem luz elétrica. As instalações do hotel são bem rústicas, mas esse é o barato e é só uma noite mesmo, né? Estranhíssimo ficar escutando (e por que não morrendo de medo?) dos barulhos desconhecidos da selva. Um repelente é sempre bem-vindo, apesar de não haver tanto mosquito quanto eu poderia ter pensado (algo a ver com o rio não favorecer). (E sim, eu tava numa pose estranhíssima falando com a gringa).

hotel_selva

Voltando à cidade, o principal passeio é o Teatro Amazonas (irmão gêmeo do Theatro da Paz, em Belém): construído em 1896, no auge do ciclo da borracha, é de uma opulência e grandiosidade impressionantes. Imprescindível a visita guiada para conhecer as histórias e as curiosidades da arquitetura e das pinturas de cada detalhe da  construção. Vizinho e contemporâneo ao teatro está o Palácio da Justiça.

teatro amazonas Palácio Justiça

O Largo São Sebastião, onde está o Teatro Amazonas, é a principal praça do centro da cidade.  Você vai ver o grande Monumento à Abertura dos Portos e a Igreja de São Sebastião.

monumento abertura portos igrejasaosebastiao

Programas culinários  típicos de quem visita a praça é experimentar o Tacacá da Gisela (estranho no calor absurdo de Manaus tomar algo tão quente) e o sanduíche de pernil do Bar do Armando (agora, com o falecimento do folclórico dono eu não sei mais como está ).

Bar do ARmando tacaca-gisela

Mas o mais legal, que você vai se surpreender é ver o calçadão do Largo. “Uai, mas eu conheço isso, são as ondas do mar do calçadão de Copacabana!” você vai dizer. Na-não. Essas ondas foram criadas em Manaus, para homenagear o encontro das águas. Rio de Janeiro copiou a arte.

calçadão-sao-sebastiao

Ainda no centro, dê uma passada no Palacete Provincial, antigo quartel general da polícia do Amazonas e cadeia, agora reúne a Pinacoteca do Estado, o Museu da Imagem e do Som, o Museu Tiradentes, o Museu da Arqueologia  e o Museu de Numismática. Todos têm visitas guiadas e são gratuitos.

Palacete Provincial cela palacete

A Praia de Ponta Negra tem o por do sol mais bonito da cidade (e o hotel mais famoso, o Tropical). Perto do hotel tem a Marina Davi. Ali você pega uma lancha para um dos passeios mais inusitados, e legais, de Manaus: o Museu do Seringal Vila Paraíso (funciona de quarta a domingo). Usado como cenário para o filme a Selva (2002), é a reprodução fiel de um seringal que realmente existiu na Vila Humaitá (600 km de Manaus mata adentro) na época do auge da borracha. Rola visita guiada, onde você aprende todos os estágios da produção da borracha e vê que não era mole ser seringueiro, e como eles eram explorados.

praia_ponta_negra  por_sol_ponta-negra Seringal Vila Paraíso Seringal_interna

Zoológicos no norte são sempre garantia de ver bichos bacanas naturais das proximidades. O Bosque da Ciência é uma espaço enorme onde você vê peixe-boi, ariranha jacaré-açú, tartarugas e peixes nativos. Fora a diversão de passear por trilhas suspensas em copas de árvores.

bosque_ciência trilha suspensa

O Largo do Mestre Chico foi uma grata surpresa. Vários bares e restaurantes ficam movimentados a noite, e a Ponte dos Ingleses iluminada é uma beleza. As fachadas à esquerda do Largo de longe parecem casas históricas mas, na verdade, são pinturas feitas sobre o muro da centenária Cadeia Municipal.

Largo do Mestre Chico 4 Largo do Mestre Chico_dia

Dica: prefira ir de táxi, pois apesar de ser uma área revitalizada, ainda não está tão segura quanto a gente gostaria – ainda mais de noite (não me aconteceu nada, mas pra que dar mole pro azar?).

Mas Manaus ainda merece mais uma visita minha, pois faltou conhecer um monte de coisa: o Centro Cultural dos Povos da Amazônia e o Parque Senador Jeferson Peres, o Mercado Municipal (que imagino deva ser incrível), o Palácio Rio Negro e a Usina Chaminé.

E, se você puder, faca um favor a você mesmo. Além da capital, separe uns dois dias para visitar Presidente Figueiredo, cidadezinha a pouco mais de 100 km de Manaus. É conhecida como Terra das Cachoeiras e tem mais de 100 cachoeiras catalogadas. Dá pra não se encantar?

Mais: Veja aqui como chegar a Presidente Figueredo.

 

2 Comments

  1. legal, quando esteve ?

    • Rapaz, Manaus foi uma das cidades que eu mais estive (muito por conta de Parintins, que fui vários anos). A primeira vez foi na final da Copa de 2010, que vi na Praça do Caranguejo.

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