Montevidéu (UY)

Guia rápido para visitar a capital do Uruguai

Visto? Não (nem passaporte. RG basta pra entrar).
Vacina contra febre amarela? Não
Moeda: peso uruguaio (no valor nominal, vale menos. Na prática, como a economia uruguaia é atrelada ao dólar, o custo lá pode ser até um pouco maior do que no Brasil. Confirme a cotação atual aqui). Dólar também é bem aceito.
Clima: quente no verão, frio no inverno. Simples assim, sem surpresas.
Povo: muito gentil e atencioso. Não tentaram passar a perna. Conhecem muito da cultura brasileira, principalmente música.
Destaque: tem o melhor de dois mundos. Aspecto e tranquilidade de cidade pequena com quantidade de teatros, casas de shows, museus e bares de uma capital de país. E ao pagar a conta do restaurante, alugar um carro ou fazer compras, use seu cartão de crédito internacional para ter um desconto de quase 20% (o IVA, imposto sobre valor agregado, não é cobrado de turistas).
Programas: passear no fim da tarde pela Rambla, visitar uma vinícola, ver show de candombe no Baar Fun Fun e trazer doce de leite Lapataia pra todos os conhecidos.
Quantos dias? só pra Montevidéu você gasta uns 3 dias bem gastos, de programação intensa. Mais um ou dois para visitar Punta Del Este e outros um ou dois para Colônia Del Sacramento.

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Introdução

O Uruguai é o segundo menor país da América do Sul (só ganha do Suriname, caso você esteja se perguntando. E a Guiana Francesa não é país, é território francês, antes que você se pergunte) e Montevidéu tem apenas 1,5 milhão de pessoas (impressionantemente pouco para alguém que, como eu, vive em São Paulo, com 17 milhões). Isso quer dizer trânsito tranquilo, ruas sem multidão circulando, comércios, teatros e museus sem aglomeração.

Como chegar

Você provavelmente vai chegar em Montevidéu pelo aeroporto. Se você não alugou carro (não precisa, a menos que você queira ir a Punta Del Este), ao sair do saguão você dá de cara com um ponto de ônibus. Só pegar o DM1 – Punta Carretas e pronto, ele te leva próximo do centro da cidade ou para a Rambla que vi beirando o rio, onde estão os principais hotéis, pela bagatela de $ 51. Táxis também são uma opção, mas saem BEM mais caros, obviamente.

(Em tempo: também dá pra chegar em Montevidéu  via Colônia do Sacramento, depois de passar por Buenos Aires. Mas evite. Prefira fazer o inverso e começar por Montevidéu, passar por Colônia do Sacramento e terminar em Buenos Aires. Veja aqui como).

Mais: dê um pulo em Colônia do Sacramento.

Mais: Punta Del Este é logo ali.

Montevidéu

Como qualquer desbravamento de capital que se preze, o centro é essencial. Comece por ele e dê “check” em vários pontos interessantes (ou obrigatórios) de uma vez. A Av. 18 de Julio é a principal rua de comércio popular da cidade. Ela começa no Obelisco aos Constituintes e é bem longa, mas se você, como eu, não se importar em andar para curtir de perto a muvuca da cidade, é uma boa opção. Não faltam locais interessantes, monumentos e museus.

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Quando a 18 de Julio cruza com a Constituyente há o  Museu de História da Arte e Intendencia de Montevidéu. No topo há um mirante que dá uma bela vista da cidade. Aproveite o Posto de Informações Turísticas ali para pegar um mapa da cidade (como é que galera que faz turismo anda sem mapa?).

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Dois quarteirões a frente, do outro lado da avenida tem a  Fonte dos Cadeados (não é nenhuma ponte parisiense, mas não custa deixar o seu. Vai que, né?) e andando um pouco mais, vai ver a Columna de La Paz.

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Pronto, você está chegando na  Plaza Independencia, a divisa entre o centro e a Ciudad Vieja.

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Numa das pontas, o Palácio Salvo, um dos edifícios mais antigos da cidade – hoje transformado em hotel. No centro, o Mausoleo General José Artigas, que guarda os restos mortais do militar herói nacional.

Palácio_Salvo_UY   Mausoleo_Artigas_UY

Num dos lados, o Palácio Estevez, antigo Palácio da Presidência e hoje Museu do Governo. Ao lado dele, o atual Prédio da Presidência, espelhado, bem mais “muderno”.

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E, no outro canto da praça, o famoso Teatro Sólis. Infelizmente não consegui ver nenhum espetáculo, mas a visita guiada (míseros $30) – feita em inglês e/ou espanhol – é imperdível ( tem umas histórias bem interessantes sobre a construção, incluindo o famoso escritor que teve seu nome escrito errado na homenagem que lhe foi feita no teto do teatro).

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Em frente ao Teatro Sólis experimente dar uma parada no Café Bacacay, simplesmente porque sim (tem um café muito bom e é bem charmoso). Ali perto também fica o El Pony Pisador, badalado bar que na noite ferve.

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Em outro lado a Puerta de la Ciudadela, que foi tudo o que restou da muralha que protegia a Ciudad Vieja.

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Aí você adentra a Ciudad Vieja. De cara há a Plaza Constituición, onde estão a Catedral Metropolitana de Montevidéu e o Cabildo (com várias exposições daquelas em que o artista busca expressar algo através de instalações malucas. Tem coisas bem interessantes, mas se eu não entendo quando me explicam em português, calcula com explicações em espanhol).

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Ali do lado da Praça Consituición, não deixe de visitar o ótimo o Museo Gurvich, dedicado à obra de José Gurvich, artista uruguaio que eu devo confessar, desconhecia (erro devidamente sanado).

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Aliás, impressionante a quantidade de museus de que a cidade dispõe. Na Ciudad Vieja, a pequenas caminhadas de distância um do outro, você pode visitar  o Museo Histórico Nacional (acima, esq), o Museo de Arte Precolombino e Indigena – MAPI (acima, dir), o Museu Romântico, o Museu Gaúcho e o Museo Del Carnaval (embaixo).

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Junto ao Museo Del Carnaval fica o Mercado Del Puerto, o lugar certo para você explodir de comer. Há mais de uma versão sobre como a estrutura metálica do mercado teria chegado até ali.  Os restaurantes (todos acostumados com brasileiros – no que paramos o garçom sabia até o hino da torcida do XV de Piracicaba!) oferecem uma parrilla “para dois”, que dá fácil para o dobro disso. É um mundaréu de carne ($800), preparadas na grelha à vista dos clientes. Tem as opções tradicional e pra turista. A diferença é que a segunda não tem os miúdos, nem sempre apreciados por quem não está acostumado. E não preciso nem dizer para experimentar o medio y medio, interessante mistura de espumante e vinho branco: isso será oferecido a você, com certeza.

Mercadão1_UY   Mercadão2_UY Mercadão3_UY   Mercadão4_UY

Aproveite para dar uma volta na Ciudad Vieja, repleta de belos casarões e edifícios antigos (alguns mais bem conservados do que outros) e comércios interessantes.

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Saindo do centro e da Ciudad Vieja, vários programas dignos de nota. Para qualquer amante de futebol, indispensável a visita ao Estádio Centenário e ao museu anexo a ele ($150).

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Próximo ao Centenário, aproveite para visitar o Palácio Legislativo, que tem visita guiada em português, recheado de histórias e curiosidades (fui de tarde, não sei se tem outro horário).

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Entre o Estádio Centenário e o Palácio Legislativo acontece, todo domingo de manhã, a tradicionalíssima Feira Tristán Narvaja, onde se vende (realmente) de tudo: antiguidades, comida, carregadores de celular… é uma festa!

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Passear pelo calçadão da Rambla é sugerir o óbvio. Principalmente no fim da tarde, quando os moradores vão fazer correr, caminhar ou curtir uma das várias praias.

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Vários monumentos surgem durante a caminhada, como um personagem vital para a indústria brasileira, o Barão de Mauá (quem diria que foi também importante para o Uruguai, não?), e um em Homenagem aos Judeus mortos no holocausto nazista.

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Note que no calçadão há uma interessante linha do tempo da história do universo e da Terra, do Big Bang aos dias atuais.

Linha_Tempo2_UY  Linha_Tempo1_UY

 

Uma boa pedida de programa que o povo local faz é parar no Bar Tinkal (ao lado da embaixada americana) apreciar o pôr do sol, tomando uma cerveja e comendo um dos melhores chivitos (sanduíche de carne típico) da cidade, me garantiram.

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E tem o Farol da Ponta Brava, que em se tratando de farol turístico não é nada demais, fora o fato de ser bem a pontinha do continente no Uruguai, uma mera curiosidade. Como eu estava hospedado do lado, tive que dar uma passada. Ao lado dele há um enorme gramado, onde o pessoal senta para conversar, faz pic-nic. Alguns até arriscam pescar algo no Rio da Prata.

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E tem um programa que é afastado do centro e é caro, bem caro. Mas, ainda assim, é imperdível: a degustação de vinhos numa vinícola. A mais próxima da cidade, e uma das mais famosas, é a Adega Bouza.

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Tem ônibus pra lá? Tem, mas eu não saberia informar onde pega, onde desce, nada. Divida um táxi ($600 por trecho) com mais pessoas ou chame o Uber. Já que vai gastar uma bela grana lá, por que economizar nisso? A degustação de vinhos, 4 tipos, com harmonização com queijos e frios devidamente explicados pelo garçom, sai $1000 por pessoa. Eu disse, não é barato. E se inventar de almoçar, o prato (excelente, por sinal) te consome mais $1000, em média.

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Você ainda pode fazer um tour pelos vinhedos, com explicação de cada uva, maturação, plantio, etc. E, se sobrar dinheiro, leva um vinho pra casa. Caro sim, mas você está viajando. Dê-se essa indulgência e aproveite.

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E à noite, entre vários bares e baladas possíveis, um que precisa ser visitado é o Baar Fun Fun (sim, com dois “a” e dois “Fun”. Diz a lenda que o nome veio quando o dono, gago, respondia que naquele dia o “baar ia fun fun cionar”). Abre todas as noites e a programação conta com show de tango e de candomble, dança típica uruguaia. Aproveite e experimente a uvita, bebida que só achei lá.

Baar Fun Fun

E, já que você está em Montevidéu, dê uma esticada para Punta Del Este. Ou Colônia do Sacramento. Ou, por que não Buenos Aires (e voltar para o Brasil de lá, fazendo uma dobradinha Uruguai-Argentina numa só viagem)?

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