Rio de Janeiro 2 (RJ)

Se está lendo isso aqui, eu presumo que já foi aos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro, tipo Cristo, Pão de Açúcar, Copacabana, Lapa e afins. Se ainda não foi, tá esperando o que? Pode clicar no link abaixo e ver primeiro o básico. Depois sim você volta aqui.

Mais: Rio sempre que der, o básico a Cidade Maravilhosa

O centro da cidade, agora que você já fez tudo o que tinha de mais óbvio para fazer, ainda guarda várias surpresas. Duas que eu vi (certeza que tem bem mais): o Real Gabinete Português de Literatura e Morro da Conceição.

O Real Gabinete Português  de Literatura passaria batido se não tivessem me falado dele. É um espaço cultural e biblioteca pública que funciona durante a semana. O mais interessante é a arquitetura, fantástica, inspirada nos tempos áureos da Coroa Portuguesa (é a melhor descrição que posso dar, já que não entendo patavinas de estilo).

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Diria que o Morro da Conceição é o irmão menos conhecido de Santa Tereza. Também cheio de restaurantes e botecos bacanas, não tem tantos ateliês e espaços de arte, mas compensa em umas atrações maneiras. A Fortaleza da Conceição, por exemplo, que dá uma vista completamente diferente daquela do Rio que estamos acostumados. E a Pedra do Sal, local onde as primeiras rodas de samba carioca começaram (e que acontecem até hoje). Na Praça Mauá, na zona portuária, você pergunta como fazer para chegar e todo mundo te informa, é facim facim.

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Ainda no centro, na Praça XV, ficam as barcas para dois passeios bem bacanas (e diferentes um do outro). Em Paquetá, parece que você está numa vilinha mega ultra super tranquila. O fato de não entrar carros ajuda muito. Experimente ficar tomando uma breja e comendo um peixinho frito. Sério, não parece que você está no Rio.

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Para Niterói, além de algumas praias lindíssimas (que eu não fui, só ouvi dizer que tinha e não lembro os nomes), a pedida é o Museu de Arte Contemporânea. Só de bater o olho você já sabe de que Oscar Niemeyer foi o projeto, não?

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E já que você está na Praça XV, por que não conhecer a Ilha Fiscal e ver de perto o palácio que abrigou o último baile do Império?

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Em Botafogo, de frente à praia, visite o Botafogo Praia Shopping. “Que, visitar shopping?” você se pergunta (pois foi exatamente o que eu me perguntei quando me levaram). Confie em mim e, entrando no shopping, vá até o último andar. Lá em cima tem uma chopperia que eu não lembro o nome, mas que tem chopp Brahma, e que tem uma vista sensacional. Se você gosta de tomar uma gelada curtindo uma paisagem deslumbrante (quem não gosta?), por favor, visite e surpreenda-se. (Afinal, turismo etílico também é turismo, né não?).

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Muita gente, ao vir ao Rio, quer visitar uma quadra de escola de samba. A da Mangueira, claro, é a mais famosa, e destino da maioria dos turistas (inclusive gringos). Se você preferir uma experiência mais genuinamente carioca, aconselho a quadra da Portela, tradicionalíssima escola que, apesar de não ganhar nenhum campeonato há décadas, ainda é a maior campeã do carnaval carioca, além de ser o lar de ilustríssimos sambistas, como Paulinho da Viola (Zeca Pagodinho é portelense, veja você! Chupa Mangueira!). De metrô, vá até a estação Colégio e pegue um ônibus para Madureira. De trem, desça na estação Madureira e se informe. A feijoada de sábado é sensacional. Mais sensacional ainda é ver as baterias de outras escolas de samba aparecerem para dar uma palhinha. Como me disse um membro da Velha Guarda: “a disputa acontece só quatro dias no ano. No resto do ano, somos todos irmãos”.

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Um programa meio surreal é visitar o hostel The Maze, na favela Tavares Bastos. Há vários anos, muito antes das UPPs, botaram um batalhão do BOPE no pé do morro e, adivinha?, a favela virou um paraíso de tranquilidade, um oásis de segurança. Só que, ainda assim, favela, com todo o seu, como direi, charme irresistível? para turistas em geral e para gringos especialmente. Aí um inglês subiu o morro, comprou uns barracos e resolveu montar lá em cima um hostel (também conhecido como albergue) para a gringaiada. Se isso não fosse inusitado o suficiente, toda a primeira (ou última, não lembro) sexta-feira do mês tem uma noite especial dedicada ao jazz, aberta aos hóspedes e a visitantes. Das varandas do hostel – um aglomerado de barracos reformados e e decorados e reestilizados – você vê uma paisagem nada menos que sensacional do mar e do morro do Pão de Açúcar e fica pensando que tem muito milionário que torra os tubos num apê de frente pra praia e não tem aquela vista. (e, se tudo isso não for inusitado o suficiente, vale dizer que já aconteceu de Matheus Natchergale estar lá numa dessas sextas, cantando extremamente ébrio, como eu costumo ficar).

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Já tendo visto o pôr do sol no Arpoador, é hora de curtí-lo num lugar totalmente carioca: o Bar Urca. As mesas e a mureta em frente ao bar lotam no fim do dia, cheio de cariocas da gema que vão curtir um happy hour maravilhoso com uma gelada.

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E, por último, mas não menos importante, são as praias bem menos movimentadas e lindas da Barra, Recreio e além.  Como a praia da Macumba, por exemplo, procurada por surfistas e a galerinha jovem e saudável praticante de esportes e coisa e tal, tem astral completamente diferente das praias da Zona Sul. Vale muito a pena ver (não só as praias são lindas, acredite).

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E, indo para a Barra (aproveita que do centro é longe pra cacete), dê uma passada no Museu Casa do Pontal. Diferente e interessante.

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