Rio de Janeiro (RJ)

De cara é bom esclarecer que eu acho uma tremenda idiotice a rixa Rio de Janeiro e São Paulo. São duas cidades foda, completamente diferentes, em que uma não é melhor que a outra.  Por isso, eu tenho como regra “Sempre que der, vá para o Rio”, por mais que muita gente em São Paulo torça o nariz. O clima é ouro, o astral é outro, e sempre tem coisa legal para fazer ou para descobrir. (Da mesma forma que eu acho que, se morasse no Rio, teria a regra “Sempre que der, vá a São Paulo”).

Mas importante: antes de ir para o Rio, tenha em mente que você vai encontrar cariocas, montes de cariocas. Isso é imprescindível para que sua estadia transcorra da melhor maneira possível e você não tenha aborrecimentos e irritações com o jeito carioca de ser. Porque sim, o carioca é malandro, é folgado, e faz muita coisa que pode irritar as outras pessoas (principalmente se você for paulista). Para ilustrar: um dia, pegando ônibus para ir ao Rock in Rio, perguntei para o cobrador:

– Quanto é?

– Treixxx reaixxx

Tendo andado de ônibus pelo Rio nos dias anteriores, sabia que era R$2,90.

– Ué, não é dois e noventa?

– Na verdade, é sim. Mas como eu não tenho déixxx centavos para te dar, então é treixxxx reaixxx.

E assim foi, a passagem foi três reais e pronto, não esquenta e segue sua vida.

Tendo isso em mente, você não corre o risco de se aborrecer (a toda hora) e vai  ser mais fácil perceber que o Rio de Janeiro é espetacular.

E, indo ao Rio pela primeira vez, não tenha vergonha de fazer os programas de turista. E daí que todo mundo já foi no Cristo e andou no Bondinho do Pão de Açúcar? Não pode é perder o prazer de estar nos lugares e ver as paisagens mais icônicas da cidade. E, claro, tirar todas as fotos que todo mundo tem, só você ainda não tinha.

Nas outras visitas, que espero que sejam muitas, aí sim você se dedica a conhecer os detalhes e os (vários) recantos e pequenos segredos que o Rio tem.

Comece pelo símbolo máximo da cidade, o Cristo Redentor. Prefira ir de trenzinho lá pra cima, apesar de haver pessoas oferecendo o traslado de carro. A paisagem é mais bacana e, sacumé, seguro morreu de velho. E sim, vale tirar foto de braços abertos em frente à estátua (isso é a foto e uma foto, perdoe a tosquice).

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Siga para o Pão de Açúcar.  Aqui, por capacidade dos bondinhos, a fila normalmente é enorme. Tente chegar cedo (começa a operar 8h da manhã) para pelo menos não cozinhar debaixo do sol. Não vou gastar tempo seu de leitura e espaço aqui no texto falando que a vista é de tirar o fôlego.

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Aproveite para, quando descer do bondinho, dar uma volta pela Praia Vermelha, tirar a foto com o Pão de Açúcar ao fundo e “descobrir” uma grata surpresa: circundando o Morro da Urca há um caminho muito bom para uma caminhada, a trilha do Bem-te-vi, que de quebra te brinda com uma vista linda.

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Depois do Cristo e do Pão de Açúcar, passe pela Praia de Copacabana e pronto!, está feita a Santíssima Trindade turística carioca. Não esqueça de ir perto do Posto 6 e tirar a sua foto com a estátua do Carlos Drummond de Andrade. Já tirou tanta foto clichê na cidade, por que perder justo essa?

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Ainda no quesito praia, conheça Ipanema, o cenário preferido das novelas do Manoel Carlos e tire outra das fotos emblemáticas do Rio. Falando em programa clássico de turista, e que você está em Ipanema, e reserve o fim do dia para ver o por do sol no Arpoador.

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Imperdível é o bairro de Santa Teresa. Super-charmoso, com ateliês e espaços ligados às artes, tem vários restaurantes e botecos no melhor estilo boteco carioca de ser. Tinha o bondinho, mas depois de um acidente grave nas ladeiras, ele entrou em reforma e não sei se já está funcionando. Mas dá para subir à pé pela escadaria e não morrer (como foi o meu caso).

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Ali do lado de Santa Teresa (desça a escadaria e tá lá) fica a noite mais boêmia e famosa do Rio, a Lapa. Reduto de vários sambas disputados, além do famoso Circo Voador. Tire a foto nos Arcos da Lapa, claro. Mas cuidado, tenha atenção o tempo inteiro, pois apesar de bem movimentado a noite toda, o lugar também tem ocasionais trombadinhas e batedores de carteira. unca me aconteceu nada, e olhe que já estive lá dezenas de vezes, deveras ébrio inclusive, mas não custa mencionar que é legal ficar esperto.

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Gostando você ou não de futebol, o Maracanã padrão FIFA, que tem visita guiada pelos vestiários e vai até o campo inclusive, é uma obrigatoriedade. Ver um jogo lá, então, se for possível, é uma obrigatoriedade (tenho que confessar que não vi, só vi antes da reforma pra Copa do Mundo. O que já era fantástico).

Ah, não esqueça do centro da cidade. Devido ao enorme tempo que passou como capital do Brasil, tem prédios com arquitetura fora de série, como o Palácio Tiradentes (fotos de cima), o Theatro Municipal (fotos do meio) e o Mosteiro de São Bento (embaixo, esquerda). O Centro Cultural Banco do Brasil (embaixo, direita), além de ser lindo arquitetonicamente, tem sempre alguma interessante rolando.

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Tome uma cerveja no Beco da Sardinha e não esqueça de uma visita à centenária Confeitaria Colombo.

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Pronto, seu passeio turista-padrão ao Rio está completo. Para virar uma gringo tour completa, ainda falta quadra de escola de samba e visita a favela, que você pode resolver as duas numa tacada só. Vá até a quadra da Mangueira. Eu não fui, então não sei dizer qualé. Preferi ir a uma escola muito mais povão, mais no subúrbio, e que virou minha escola (carioca) do coração.

Mas isso eu só conto no programa de turismo nível avançado pelo Rio de Janeiro. Aqui.

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