San Cosme y Damian (PY)

“Era uma vez uma formação geológica natural sem nada demais que, por conta da ação humana que represou um rio para fazer uma barragem para gerar energia elétrica, virou uma maravilha”. Quem já visitou os Cânions de Xingó do Rio São Francisco, na divisa entre Sergipe e Alagoas, sabe do que estou falando. No Paraguai, as Dunas  de San Cosme y Damián são mais um resultado dessa história.

Com a construção da represa para fornecer água à Usina Binacional de Yacyretá com a argentina (os caras são bons em usinas binacionais – vide Itaipu), o Rio Paraná subiu de nível e formou as tais dunas, que são ilhas no meio do rio. Mas é uma atração com os dias contados. Com o vento e a erosão causada pela correnteza, as dunas não vão demorar muito para sumir. Então, fica o conselho, vá antes que acabe.

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Como Chegar

Não vou mentir: se você não tiver um carro, não é fácil. Aluga um carro ou arruma algum amigo paraguaio. Daí é moleza, saindo de Encarnación é só pegar a Rota 1, passar por Coronel Bogado e, uns 10 km depois pegar a entrada para Cosme y Damián. Se não, uma saída é pegar um ônibus (NSA) até Coronel Bogado e lá achar um táxi ou mototáxi que te leve (provavelmente tem ônibus, mas isso não sei).

San Cosme e Damián

A cidade de San Cosme e Damián também tem as suas ruínas de missões jesuíticas, mas nem de perto tem a estrutura da sua irmã mais famosa, Encarnación (a taxa paga nas ruínas de lá vale aqui também, inclusive). Dê uma passada rápida, afinal já que veio não vai querer perder, mas gaste seu tempo nas Dunas, essas sim atrações únicas.

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Dunas

Na cidade você encontra, fácil, fácil,  gente oferecendo o passeio de barco ou lancha até as Dunas, que leva mais ou menos uma hora. Claro que tem número mínimo de dez passageiros, a G$ 60.000 por pessoa. Por isso prefira o fim de semana, quando é mais fácil encontrar outras pessoas que queiram ir.

Importante lembrar: são bancos de areia no meio do rio, sem nada de infraestrutura. Você tem que levar guarda-sol e cadeiras, protetor solar, água, alguma coisinha para comer e sacos de lixo para não deixar nada para trás. A autoridade fluvial paraguaia, onde você precisa se apresentar para receber a autorização de visita, é bem incisiva nisso. De resto, curta e aproveite umas paisagens sensacionais, e uma tranquilidade tipo “essa porra é só minha”.

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