Suriname

Guia rápido para visitar o Suriname

Visto? Não, só passaporte.
Vacina contra febre amarela? Não
Moeda: dólar do Suriname (que, em janeiro de 2016 valia a mesma coisa que o Real: 1 dólar = 4 dólares do suriname). Dólar e Euro são bem aceitos, principalmente em restaurantes e pontos turísticos.
Clima: tá perto do Equador, então é quente no verão e quente no inverno.
Povo: o aspecto mais interessante do país. Um caldeirão de misturas: negros, árabes, judeus, chineses, indianos… e todos falam holandês. Por conta da língua a minha interação foi bem limitada, mas observar a dinâmica de gente tão díspar foi deveras curioso.
Programas: andar pelo centro tombado de Paramaribo (Patrimônio da UNESCO) e fazer um tour de bike pelas plantações. Tirar uma foto com o “I Love Su”, que aposto que ninguém que você conheça tem uma igual.
Quantos dias? Um dia é mais que suficiente para andar por toda a Paramaribo. Mais meio dia pro passeio de bicicleta às plantações, um dia e meio tá suficiente. Pena que os vôos não são muitos e provavelmente para passar um dia e meio você tenha que ficar dois. Ou dá pra ficar mais dias, caso opte fazer algum passeio ao interior do país (que é selva).

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Introdução

Sejamos francos: o Suriname é diferente, é estranho, é até bizarro, às vezes. Mas, assim como seus vizinhos Guiana e Guiana Francesa, não é  nada disso em termos de turismo. Vale, talvez, pela curiosidade de ver uma mistura tão improvável de povos, mas nada que justifique os dólares que você vai gastar na viagem. O mesmo raciocínio que é válido para a Guiana e para o Paraguai se repete aqui: se está passando por perto por algum outro motivo, negócios, visita a parentes, etc., até que pode ser uma opção, um lugar completamente diferente. Mas, se não, guarde seus dólares. Prefira gastá-los no Caribe, como em Trinidad e Tobago, por exemplo.

Como chegar

Do Brasil, tem voo direto de Belém, pela Gol. Mas dá pra ir por terra ou por avião (via Surinam Airways) a partir dos vizinhos Guiana Francesa ou Guiana.

O problema de chegar de avião é a distância do aeroporto. Dá uma hora até o centro da cidade e doídos US$ 40 de táxi. Mas não tem outro jeito: vans, que vão parando de hotel em hotel, saem quase nada mais baratas, US$ 35, e não existe linha de ônibus.

Mais: saiba como atravessar as três Guianas por terra.

Mais: veja o que fazer na Guiana Francesa

Mais: a Guiana vale a pena?

Mais: aproveite a Surinam Airways e vá para Trinidad e Tobago

Paramaribo

A capital so Suriname tem uma arquitetura que é patrimônio da humanidade pela UNESCO, então isso por si só já mostra que vale a pena dar uma volta pela cidade.

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É claro que, como em Georgetown, capital da vizinha Guiana, tem coisa feia, mal conservada. Mas são muito menos imóveis.

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Pode ser por conta própria à pé ou de bicicleta alugada (US$ 5 a 25 por dia, dependendo do modelo, Fietsen in Suriname), ou em tour turístico de ônibus (US$ 30, Orange Tour) ou bicicleta (US$ 25, 4 horas).  A vantagem dos tours guiados são as informações dadas, em inglês. Eu, por motivos de orçamento e de gostar de andar para sentir a cidade com mais calma, optei pelo bom e velho e gratuito “à pé”. Você pode começar com a igreja católica Saint Peter e Paulo Cathedral, a maior construção em madeira da América do Sul.

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A alguns poucos quarteirões de distância você tem uma visão realmente única: uma sinagoga (esq) lado a lado com uma mesquita (dir). A mesquita eu consegui visitar. A sinagoga estava fechada, infelizmente.

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Bem mais afastado (mas de bicicleta dá pra chegar de boa) está o Templo Hindu, uma coisa linda.

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No centro existe até a Martin Luther King Church, seja lá o que ela prega. Tolerância religiosa é isso.

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Também no centro está o Mercado Municipal, que em nada se diferencia de outros mercados municipais pelo mundo. Vende de tudo, o ambiente é precário e tem todo tipo de gente. E o entorno não é, definitivamente, bonito.

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O mar aqui, assim como nas capitais dos países vizinhos, é feio e não oferece chance para banho.

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Perto do mar estão alguns dos outros principais pontos da cidade, incluindo vários edifícios governamentais, como a Praça da Independência.

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Palácio presidencial.e o Jardim das Palmeiras (Palmetuin)

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O Fort Zeelandia (esq), antigo forte encarregado de proteger a cidade, que hoje abriga um museu (dir) e um ponto de informações turísticas (que estranhamente só abre durante os dias da semana).

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Aproveite para tirar uma foto no letreiro I Love Su, a marca oficial do país. É daquele tipo de recordação que, entre os seus conhecidos, só você terá.

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Essa parte, a Waterkant, tem casas com estilo colonial bem preservado e concentra vários hotéis. É um ótimo lugar para se hospedar. Só pelamordedeus fuja com todas as suas forças das opções mais próximas ao centrão e ao mercado municipal, que são sujos e feios e porcos e degradados (como basicamente todo centro de cidade sulamericana).

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Uma menção especial a um lugar bem bacana ali para tomar uma cerveja local e comer bons pratos, o Waaggebouw, um bar / restaurante instalado no antigo  posto de pesagem, compra e venda de mercadorias do porto.

Waaggebouw_Bar_SU   Waaggebouw_Bar2_SU

Mas a melhor pedida de passeio é o tour de bicicleta até Peperpot, uma antiga plantação de café e cacau, hoje transformado parque, do outro lado do Rio Suriname. Muitos, muitos pássaros, uma antiga fábrica de café e javaneses habitantes do local (muito risonhos e simpáticos, mas aos quais você não entende lhufas o que falam), esperam por você.

Peperpot1_SU   Peperpot2_SU Peperpot3_SU   Peperpot4_SU Peperpot5_SU   Peperpot7_SU

E por último, mas não menos importante, há o estádio da (início de ironia) tradicionalíssima (fim de ironia) seleção Surinamesa de Futebol. Ao lado dele, a Associação de Futebol do Suriname (SVB) vende a camisa, bem bonita aliás, da seleção.

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Claro que visitar tudo isso, se guiando pela língua holandesa não é das tarefas mais fáceis. Mas um jeito sempre se dá.

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Interior

Para o interior do país rola bastante opção de turismo: Jeep Tour na Savana, Cachoeira, Trekking e passeio de barco com avistamento de golfinhos são alguns deles.
Eu acabei não fazendo nenhum, por dois motivos: a) nenhum era imprescindível-meo-deos-não-vou-ver-em-lugar-nenhum e b) a restrição orçamentária já estava começando a ficar bem restritiva.
Preferi guardar meus dólares para serem gastos em Trinidad e Tobago. E, pela foto abaixo, você pode ver que compensou.

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4 Comments

  1. ESTE SAIT , É FALSO E PRECONCEITUOSO E SÓ TEM MERDA.

    • Ok, anotada a opinião. Cada um tem direito de ter a sua, certo? Mas discordo das três afirmações: esse site não é falso, não sou preconceituoso (perdão se ofendi alguém) e não creio que só tem merda. Deve ter uma ou outra coisa bacana também. Dá uma chance e lê o resto! Abraço.

      • Estou planejando uma viagem pelas guyanas (de belém a boa vista, passando pelas guyanas). Adorei as informações. Muito pertinentes. Obrigado 🙂

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