Washington (DC)

Os Estados Unidos, não é novidade para ninguém, têm todo aquele sentimento patriótico, bandeiras em todo lugar “united we stand” e coisa e tal. Em Washington (DC) isso vai à enésima potência, é um mergulho no orgulho* e na história norteamericana. E isso não é ruim.

Você provavelmente vai chegar no aeroporto de Baltimore (bem maior do que o aeroporto de Washington, e onde a maioria dos voos pousam, especialmente os mais baratos). Dali é tranquilo alugar um carro (uns U$100 a diária) e dirigir meia hora, se muito, ou pegar um táxi (US 80 a 100). Para opções mais econômicas, um ônibus ($7,50) e um metrô ($2,50) resolvem e você se vira muito bem na cidade com transporte público.

Em Washington, há várias opções de tours guiados de um dia – ônibus de dois andares, trolleys, ou grupos em bicicletas ou segways. Ou dá para fazer tudo à pé (e caminhar para caralho, é bom avisar). Ou seja, tem pra todos os gostos.

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Vamos começar pelos pontos mais icônicos (que não são poucos). O Monumento Washington oferece visitas guiadas gratuitas todos os dias, e na alta temporada (o verão norte-americano) as filas para pegar o ticket começam cedo, bem antes da bilheteria abrir (8h30). Vale pela vista (evite fazer como eu e prefira um dia sem nuvens de chuva) e pelas curiosidades da construção (cada um dos 50 estados mandou pedras para erguê-lo, por exemplo).

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Outro clássico é o Monumento a Abraham Lincoln.

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A foto com o Monumento Washington ao fundo e refletido no espelho d’água é obrigatória, claro.

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Casa Branca também tem visitas guiadas (que eu não consegui fazer por falta de tempo e, bem sinceramente, de interesse). Só pude dar uma passada no Museu da Casa Branca.

CasaBranca1_Washington_DC   CasaBranca2_Washington_DC

Bem mais interessante – sempre na minha única e exclusiva opinião – é o Capitólio (também conhecido como Congresso Nacional deles).

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Também tem visitas guiadas – em inglês – e uma tonelada de histórias sobre a história dos EUA. Quando visitei estava na fase final de reforma da cúpula, por isso os andaimes abundavam e muitas das obras e pinturas estavam cobertas, mas nada que estragasse a experiência.

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E, percorrendo a passagem subterrânea, você chega na Biblioteca do Congresso, com mais outra tonelada de história americana.

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Outro lugar cheio de história, essa mais voltada a todo o orgulho pelas Forças Armadas, é o Cemitério de Arlington. O tour guiado é pago, mas se você tiver paciência e pernas, muitas pernas, pode fazer por conta própria andando.

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Tem um monte de jazigo famoso, tipo o dos Kennedy (esq), a casa original do primeiro proprietário dessas terras onde foi fundada Washington, que perdeu a Guerra da Secessão e, por consequência, tudo o que tinha.

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E ali pertinho, mas fora dos muros do cemitério, a escultura em homenagem à famosa foto dos Marines fincando a bandeira americana na Batalha de Iwo Jima na segunda guerra.

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Uma coisa sensacional de Washington são os museus. Tem vários, mantidos pela Fundação Smithsonian, todos gratuitos, próximos uns dos outros. Você pode dar uma passada antes do castelinho da Fundação pra pegar mapinha, e programar melhor o que vai visitar e saber horários e tal. Altamente recomendável, já que são vários e todos bem interessantes e assim você pode otimizar seu tempo.

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O Museu de História Natural é gigantesco, ótimo pra quem gosta do assunto.

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O Museu de História Americana, então, para mim foi ainda mais legal. Talvez porque tenha me apresentado mais coisas que eu não conhecia. Tão gigantesco quanto o anterior, traz a história dos Estados Unidos sob diversos enfoques. E sempre tem a surpresa de trombar pelas galerias com personagens americanos típicos de diversas eras, que conversam com você explicando como é (no caso era) o dia a dia. Conhecimento passado de uma forma fantástica.

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O Museu Aeroespacial talvez seja o mais conhecido e pra quem curte é um prato cheíssimo. Como cheíssimo também estava o museu no dia que eu fui, confesso que fiquei meio incomodado. Mas ver a história da aviação (onde, claro, não há qualquer menção a Santos Dumont, e sim aos irmãos Wright) e as conquistas espaciais e aprender como um avião voa vale a visita.

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O Museu dos Povos Indígenas Americanos é do lado do Aeroespacial e fui mais porque, bem, tava do lado e era gratuito. Me surpreendi ao constatar que eles contam a história, sem dourar a pílula nem posar de heróis, de como os brancos foram sistematicamente eliminando as nações indígenas. Triste e educativo.

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O Museu de Arte Americana eu nem iria visitar, para ser sincero. Já era fim do dia, eu estava cansado para caramba de tanto andar e ver quadros não é lá dos meus passatempos preferidos, ainda mais de artistas americanos que desconheço (quase todos). Mas ele fica aberto até bem mais tarde do que os outros e estava no caminho que eu estava voltando ao hostel, então entrei. E não é que peguei uma happy hour ótima, com trio de jazz sensacional? Ah, e fica a ideia: tem uma seção em que são emprestados jogos de tabuleiro pro público ficar ali, de bobeira, jogando. Por que não, né?

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O único museu que fui que era pago ($21) foi o (muito) curioso Museu Internacional de Espionagem. Além  espiões famosos da ficção – com o devido destaque aos 50 anos de James Bond e vários dos abjetos de cena dos seus filmes – mostrava muita coisa sobre os espiões da vida real – principalmente na Guerra Fria. Muito bacana.

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Um lugar bem bacana de se andar é o bairro chinês, Chinatown, e comer em um dos muitos restaurantes de comida oriental. Em um deles, o macarrão é feito na hora, numa cozinha com parede de vidro no nível da rua, onde você observa toda a preparação.

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E do outro lado da rua tem um bar com um terraço muito legal para um happy hour.

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E andar pela cidade é um programa à parte: Prédios históricos e monumentos abundam por todo o lado.

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Veja mais:  Que tal um pulinho em Baltimore, ali do lado?

Veja mais: Quer mais EUA? A desconhecida – e deveras interessante – Atlanta.

* “megulho no orgulho”. O cacófato foi proposital.

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